Gramática de inglês
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A1 (30)
Os pronomes pessoais de sujeito em inglês são I, you, he, she, it, we e they. Eles indicam quem pratica a ação ou de quem se fala e, ao contrário do que ocorre muitas vezes em português, normalmente não podem ser omitidos: I am tired, e não Am tired. You serve tanto para uma pessoa como para várias, enquanto it é indispensável em muitas frases sem equivalente direto em português.
No presente, o verbo to be tem três formas: am com I, is com he, she, it e are com you, we, they. Ele corresponde muitas vezes a ser ou estar, mas também aparece ao falar de idade, horas e condições meteorológicas. Para fazer perguntas, coloque am/is/are antes do sujeito; para negar, acrescente not.
Use a ou an antes de um substantivo contável no singular quando ele ainda não é específico: a book, an idea. Use the quando a pessoa que ouve ou lê consegue identificar aquilo de que se fala: the book on the table. Para falar de algo em geral, normalmente não se usa artigo com plurais e nomes incontáveis: Dogs are friendly; Water is essential.
Em inglês, a maioria dos substantivos forma o plural com -s: book → books. Usa-se geralmente -es depois de sons sibilantes: box → boxes; uma consoante seguida de -y costuma mudar para -ies: city → cities. Alguns substantivos têm plurais irregulares que precisam de ser memorizados, como child → children, man → men e person → people.
No presente, usa-se has com he, she e it e have com todos os outros sujeitos: She has a car, mas They have a car. Perguntas e negativas normalmente levam do/does (Does she have...?, She doesn't have...); no inglês britânico, have got/has got também é muito comum para indicar posse.
O presente simples (Present Simple) descreve sobretudo hábitos, rotinas, factos e horários: I work every day e The train leaves at six. Com he, she e it, o verbo afirmativo recebe normalmente -s ou -es: she works, he watches. Nas restantes pessoas, usa-se a forma básica do verbo: I work, you work, we work, they work.
Com a maioria dos verbos, a negativa do present simple forma-se com do not ou does not antes da forma base do verbo: I don't work e She doesn't work. Use doesn't com he, she, it e don't com os restantes sujeitos. Depois de doesn't, o verbo principal nunca leva -s.
Com quase todos os verbos, uma pergunta no present simple começa com do ou does: Do you work here?; Does Ana live nearby? Use do com I, you, we, they e does com he, she, it; depois de ambos, o verbo principal fica sempre na forma base, sem -s: Does she work?, e não Does she works?
Use this para uma pessoa ou coisa próxima e that para uma pessoa ou coisa mais distante. No plural, use these para o que está próximo e those para o que está distante. As quatro formas podem vir antes de um substantivo (this book) ou substituí-lo (This is mine).
Em inglês, my, your, his, her, its, our e their vêm antes de um substantivo para indicar a quem algo pertence ou com quem está relacionado: my phone, her job, our friends. A forma depende do possuidor, não da coisa possuída, e não muda no plural: my book e my books. Não se usa artigo antes dela: diz-se my car, e não the my car.
Os pronomes objeto me, you, him, her, it, us e them substituem a pessoa, o animal ou a coisa que recebe ou completa a ação: She called me (“Ela me telefonou”). Também aparecem depois de preposições: with him, for us, about them. Diferentemente dos pronomes sujeito, eles não indicam quem pratica a ação.
Use there is diante de um substantivo (palavra que nomeia uma pessoa, coisa, lugar ou ideia) no singular ou incontável: There is a book e There is water. Use there are diante de um substantivo no plural: There are two books. Nas perguntas, troque a ordem para Is there...? ou Are there...?.
Para indicar onde algo está, use in dentro de um espaço ou de uma área, on em contato com uma superfície e at para um ponto ou local específico. Outras relações frequentes são under (embaixo de), behind (atrás de), in front of (na frente de), next to (ao lado de) e between (entre). Em português, várias delas podem corresponder a em; por isso, é mais seguro pensar na relação espacial do que traduzir palavra por palavra.
Use at para um ponto preciso no tempo (at 8 o'clock), on para dias e datas (on Monday, on 5 May) e in para meses, anos e períodos mais longos (in January, in 2026). Antes de this, next, last e every, normalmente não se usa preposição: next week, e não in next week.
Can é um verbo modal (um verbo auxiliar que acrescenta ideias como capacidade ou permissão). Sua forma não muda conforme o sujeito e vem antes de outro verbo sem to: I can swim, she can drive. A negativa é cannot ou can't, e a pergunta começa com can: Can you help me?
Em inglês, what, where, when, who, why e how iniciam perguntas sobre informação. Na maioria dos casos, a ordem é palavra interrogativa + verbo auxiliar + sujeito + verbo principal: Where do you live? (“Onde você mora?”). Com o verbo be, não se usa do: Why are you late?
Use which para escolher entre opções conhecidas ou limitadas, how much para perguntar a quantidade de algo que não se conta diretamente e how many para perguntar o número de elementos contáveis. Compare: Which train? (qual comboio/trem?), How much water? (quanta água?) e How many bottles? (quantas garrafas?).
Os números cardinais indicam quantidade: zero, one, two, three até one hundred. De 21 a 99, quando o número não é uma dezena exata, unem-se a dezena e a unidade com hífen: twenty-one, fifty-five, ninety-nine. Para 100, a forma básica é one hundred; a hundred também é comum quando não se pretende realçar a contagem exata.
Os números ordinais indicam posição ou ordem: first (primeiro), second (segundo), third (terceiro) e, em geral, formas terminadas em -th, como fourth e tenth. As abreviações correspondentes são 1st, 2nd, 3rd, 4th e 10th. Em números compostos, somente o último elemento vira ordinal: twenty-first (21st), não twentieth-first.
Para uma hora exata, usa-se o'clock: It's three o'clock (“São três horas”). Até à meia hora, é possível contar os minutos com past; depois da meia hora, pode-se contar quanto falta com to: twenty past six (6:20) e quarter to five (4:45). Também é muito comum, sobretudo no inglês americano, ler a hora como dois números: nine thirty (9:30).
Em inglês, os nomes dos dias da semana e dos meses começam sempre com maiúscula: Monday, Friday, January, July. Usa-se normalmente on com um dia ou uma data específica (on Friday, on July 4th) e in com um mês, ano ou período mais amplo (in July, in 2026). No formato britânico, o dia costuma vir antes do mês; no americano, o mês vem primeiro.
Em inglês, o adjetivo costuma aparecer antes do nome (a big house) ou depois de um verbo de ligação, sobretudo be (The house is big). Ao contrário do português, não muda com o género nem com o número: a small cat, small cats, a small boy e a small girl usam sempre small.
Os advérbios de frequência indicam com que regularidade algo acontece. Em inglês, palavras como always, usually, often, sometimes, rarely e never ficam normalmente antes do verbo principal (I often cook) e depois do verbo be (She is often tired). Expressões como every day e twice a week costumam ficar no fim da oração.
Um substantivo contável designa algo que se pode contar como unidades: one book, two books. Um substantivo incontável apresenta algo como matéria, quantidade ou ideia sem unidades separadas: water, money, information. Por isso, usa-se many com contáveis no plural (many books) e much com incontáveis (much water); a/an só acompanha um contável no singular.
Na regra básica, use some em frases afirmativas e any em perguntas e frases negativas: I have some time, Do you have any time?, I don't have any time. Em ofertas e pedidos, costuma-se usar some quando a ideia é oferecer algo ou obter uma resposta positiva: Would you like some tea? Mais adiante, você encontrará usos especiais, como any com o sentido de “qualquer”.
Para dar uma ordem ou instrução em inglês, usa-se o verbo na forma base, sem sujeito: Open the door. Na negativa, coloca-se don't antes do verbo: Don't open the door. Please torna o pedido mais cortês, e let's + verbo serve para sugerir algo que inclui quem fala: Let's go.
Em inglês, and acrescenta informação, but apresenta um contraste, or oferece alternativas, so introduz um resultado e because explica uma causa. Elas podem ligar palavras, grupos de palavras ou orações: tea and coffee, tired but happy, I was tired, so I went home.
O present continuous forma-se com o presente de be + verbo em -ing: I am reading, she is working, they are coming. Use-o sobretudo para algo que está a acontecer agora, uma situação temporária ou um compromisso futuro já combinado. O auxiliar muda de acordo com o sujeito: am, is ou are.
Os verbos de estado (stative verbs) descrevem uma condição, opinião, sentimento, posse ou percepção, e não uma ação em andamento. Por isso, normalmente aparecem no presente simples, mesmo quando o estado existe agora: I know the answer, e não I’m knowing the answer. A regra mais útil para começar é: com like, want, need, know, believe, understand, remember, seem e prefer, escolha primeiro o presente simples.
Para indicar que algo pertence ou está ligado a uma pessoa, acrescente ’s ao possuidor: Maria’s bag (“a mala da Maria”). Se o possuidor for um plural regular terminado em -s, acrescente apenas o apóstrofo: my parents’ house. Plurais irregulares recebem ’s normalmente: the children’s toys.
A2 (15)
Para formar o past simple afirmativo de um verbo regular, normalmente acrescenta-se -ed à forma básica: work → worked, play → played. A forma não muda conforme a pessoa: I worked, she worked, we worked. Usa-se principalmente para ações e situações terminadas num momento passado.
No passado simples, os verbos irregulares não recebem simplesmente -ed: go vira went, see vira saw e take vira took. A forma passada é igual para todas as pessoas — I went, she went, we went — e precisa ser aprendida verbo por verbo. Em perguntas e negativas com did, porém, o verbo principal volta à forma básica: Did she go? e She didn't go.
Nas negativas, use sujeito + didn't + verbo na forma base: She didn't call. Nas perguntas, use Did + sujeito + verbo na forma base?: Did she call? Como did já indica o passado, o verbo principal não leva -ed nem fica numa forma irregular de passado.
Was e were são as formas do passado de be. Use was com I, he, she, it e were com you, we, they: I was tired, mas They were tired. Nas negativas, use wasn't/weren't; nas perguntas, coloque was/were antes do sujeito: Were they tired?
O past continuous forma-se com was/were + verbo terminado em -ing e apresenta uma ação como estando em curso num momento passado: I was sleeping at midnight (“Eu estava a dormir à meia-noite”). É muito usado para descrever o cenário de uma história, duas ações simultâneas ou uma ação em curso interrompida por um acontecimento mais curto.
O present perfect simple liga uma ação passada ao presente. Forma-se com have/has + particípio passado: I have finished; she has arrived. É usado sobretudo quando o momento exato não importa, quando há um resultado agora ou quando o período mencionado ainda não terminou.
Use o present perfect quando o passado está ligado ao presente e não se indica um momento passado já terminado: I've lost my keys (continuo sem as chaves). Use o past simple quando a ação pertence a um período passado concluído ou quando se diz quando ocorreu: I lost my keys yesterday. A pergunta mais útil é: o foco está na situação atual ou num momento passado terminado?
Use will + forma base do verbo para fazer previsões, tomar decisões no momento da fala, oferecer ajuda e fazer promessas: It will rain; I'll help you. A forma não muda conforme a pessoa; a negativa é will not, geralmente contraída para won't, e as perguntas começam com will.
Use am/is/are + going to + verbo na forma base para falar de uma intenção ou de um plano já pensado: I'm going to study tonight. A mesma estrutura apresenta uma previsão apoiada em indícios presentes: Look at those clouds. It's going to rain. O verbo be muda conforme o sujeito; o verbo principal não muda.
Para comparar duas pessoas, coisas ou situações em inglês, use adjetivo curto + -er + than (taller than) ou more + adjetivo longo + than (more interesting than). Há também formas irregulares, como better, worse e farther/further. Use less + adjetivo para indicar um grau menor: less expensive.
O superlativo indica que alguém ou algo ocupa o extremo de um grupo: the tallest (o mais alto), the most useful (o mais útil), the best (o melhor). Em geral, usa-se the + adjetivo com -est com adjetivos curtos e the most + adjetivo com adjetivos longos. Algumas formas são irregulares, sobretudo best, worst e furthest/farthest.
Use should para dar um conselho ou dizer o que seria recomendável: You should rest (“Você deveria descansar”). Use must para uma obrigação ou necessidade forte e mustn't para uma proibição. Atenção à diferença essencial: mustn't significa “não pode”, enquanto don't have to significa “não precisa”.
Use have to + verbo para dizer que alguém tem de fazer alguma coisa: I have to work. Com he, she e it, use has to: She has to leave. Nas perguntas e negativas, entram do, does ou did: Do you have to go?, He doesn't have to go e We didn't have to go.
Os advérbios de modo dizem como uma ação acontece: slowly (devagar), carefully (com cuidado), well (bem). Em geral, formam-se acrescentando -ly ao adjetivo e aparecem depois do verbo ou, se houver um objeto, depois desse objeto: She speaks slowly; He did the job carefully. Algumas formas importantes não levam -ly, sobretudo well, fast e hard.
Uma oração relativa acrescenta informação a um nome: use who para pessoas, which para coisas e that para pessoas ou coisas. Nas orações que identificam exatamente de quem ou do que se fala, não se usam vírgulas: The woman who called me is my boss. Se o pronome relativo for objeto, pode muitas vezes ser omitido: The book (that) I bought is excellent.
B1 (13)
O present perfect continuous liga uma atividade passada ao presente e destaca a sua duração ou continuidade: I have been studying for two hours significa «Estudo há duas horas» ou «Estou a estudar há duas horas». Forma-se com have/has + been + verbo em -ing. Também pode descrever uma atividade recente que deixou um resultado visível agora: You have been cooking («Estiveste a cozinhar»).
O past perfect apresenta uma ação ou situação como anterior a outro momento do passado: When I arrived, they had left (“Quando cheguei, eles já tinham saído”). Forma-se com had + particípio passado para todas as pessoas. Em português, muitas vezes corresponde a tinha/havia + particípio, mas o essencial é perceber a relação entre dois pontos passados, e não procurar uma tradução fixa.
O first conditional descreve uma condição futura realista ou possível e a sua consequência provável: if + presente, will + forma base do verbo. Em If it rains, I'll stay home, a chuva ainda não aconteceu, mas é uma possibilidade concreta; se acontecer, ficar em casa será o resultado.
O second conditional apresenta uma situação imaginária, improvável ou contrária à realidade no presente ou no futuro. A estrutura central é if + past simple, would + verbo na forma base: If I had more time, I would learn Japanese (“Se eu tivesse mais tempo, aprenderia japonês”). Apesar da forma de passado depois de if, a frase não fala necessariamente do passado.
Para dizer que algo talvez seja ou aconteça, use may, might ou could + verbo na forma base: She might come tomorrow. Para uma dedução muito segura, use must; para algo que considera impossível, use can't: He must be tired / She can't be 50.
A voz passiva inglesa é formada, em regra, com uma forma de be e o particípio passado do verbo principal: The door was opened (“A porta foi aberta”). Ela põe em destaque a ação ou aquilo que a recebe; quem pratica a ação pode aparecer depois de by, mas costuma ser omitido quando é desconhecido, óbvio ou pouco importante.
Para contar o que alguém disse sem repetir as palavras exatas, usamos normalmente said (that) ou told + pessoa + (that): He said (that) he was tired; She told me (that) she would come. Quando o verbo que introduz o relato está no passado, o tempo verbal costuma recuar: presente → passado, passado → past perfect e will → would. Pronomes e palavras como today, here e tomorrow também podem mudar conforme o novo ponto de vista.
Para relatar uma pergunta em inglês, use ask + if/whether quando a resposta puder ser “sim” ou “não”, ou mantenha a palavra interrogativa (what, where, why, when, who, how). Depois desse elemento, use a ordem de uma afirmação: She asked where I lived, e não where did I live. Como a frase completa relata uma pergunta, mas não é uma pergunta direta, normalmente termina com ponto final.
Use where para relacionar um lugar, when para relacionar um momento e whose para indicar posse: the café where we met, the day when I arrived, the woman whose bag disappeared. Se a oração apenas acrescentar informação, coloque-a entre vírgulas; se identificar exatamente a pessoa ou coisa, não use vírgulas. Numa oração restritiva, o pronome relativo pode ser omitido quando funciona como objeto: the book (that) I bought.
Use used to + verbo na forma base para hábitos ou estados do passado que já não correspondem à situação atual: I used to live there. Use would + verbo na forma base para ações que se repetiam, normalmente depois de situar a narrativa no passado: Every summer, we would visit my aunt. Já be used to + nome ou verbo em -ing significa «estar habituado a»: I'm used to the noise.
Depois de um verbo, o inglês pode exigir to + verbo (want to leave) ou a forma em -ing (enjoy reading); muitas vezes, é o primeiro verbo que determina o padrão. Depois de uma preposição, usa-se normalmente -ing (interested in learning). Alguns verbos aceitam as duas formas, mas a escolha pode mudar o sentido: stop smoking é deixar de fumar, enquanto stop to smoke é parar outra atividade para fumar.
Em inglês, too indica que algo ultrapassa um limite e normalmente causa um problema: The bag is too heavy («A mala é pesada demais»). Enough indica que algo atinge o limite necessário: vem depois de um adjetivo ou advérbio (warm enough, quickly enough), mas antes de um substantivo (enough time). As duas palavras podem ser seguidas de to + infinitivo para mostrar uma consequência: too tired to cook; old enough to drive.
Um phrasal verb combina um verbo com uma ou mais partículas, como up, down, on, off, out e in. O conjunto pode ter um sentido diferente do verbo isolado: give up significa “desistir”, não simplesmente “dar para cima”. Alguns desses verbos são separáveis — turn the light off / turn it off — e outros não — look after the child / look after her.
B2 (10)
O third conditional descreve uma condição irreal no passado e o resultado que teria ocorrido: if + past perfect, would have + particípio passado. Em If I had known, I would have told you, a pessoa não sabia e, por isso, não contou. A situação pertence ao passado e já não pode ser alterada.
As condicionais mistas combinam tempos de dois tipos de frase condicional porque a condição e o resultado pertencem a momentos diferentes. Os dois padrões centrais são If + past perfect, would + verbo para uma condição passada com resultado presente e If + simple past, would have + particípio passado para uma condição presente com resultado passado.
Depois de wish ou if only, o inglês recua o tempo verbal para mostrar que a realidade é diferente do desejado: usa o passado simples para uma situação presente (I wish I knew) e o past perfect para um arrependimento passado (I wish I had known). Para pedir que uma situação mude ou reclamar de um comportamento, usa-se would + verbo na forma base: I wish you would listen. If only segue as mesmas estruturas, mas transmite uma emoção mais forte.
Para avaliar um acontecimento passado, use verbo modal + have + particípio passado: She must have forgotten (“Ela deve ter esquecido”). Must have indica uma conclusão muito provável; may/might/could have, uma possibilidade; e can't/couldn't have, uma impossibilidade. Should have também segue essa estrutura, mas geralmente expressa expectativa, arrependimento ou crítica.
O future perfect apresenta uma ação como já concluída antes de um momento futuro: will have + particípio passado. Em By Friday, I will have finished the report, o relatório estará pronto, no máximo, na sexta-feira. A estrutura é especialmente comum com by, by the time, before e referências a resultados ou prazos.
O future continuous apresenta uma ação como estando em curso num momento futuro: sujeito + will be + verbo em -ing. Em At ten, I'll be working, o importante não é o início nem o fim do trabalho, mas o facto de ele estar a decorrer às dez horas. A mesma estrutura também permite falar de acontecimentos futuros esperados e fazer perguntas sobre planos de forma menos direta.
No nível B2, a voz passiva inglesa vai além de be + past participle. Com verbos que têm dois objetos, pode-se dizer She was given a present ou A present was given to her. Para serviços e providências, usa-se have/get something done; já get + past participle forma uma passiva mais informal e costuma destacar uma mudança ou um acontecimento que afeta o sujeito.
As frases clivadas reorganizam uma mensagem para destacar uma informação: em vez de John broke the window, pode-se dizer It was John who broke the window. Os dois modelos centrais são it + be + elemento destacado + oração relativa e What/All... + be + elemento destacado. A ideia principal não muda; muda o ponto para o qual se dirige a atenção.
As orações participiais condensam duas ideias ao usar um particípio (uma forma verbal como working, finished ou written) sem um verbo conjugado. Usa-se a forma em -ing sobretudo com sentido ativo, o particípio passado sobretudo com sentido passivo ou de estado, e having + particípio passado para deixar claro que uma ação terminou antes de outra. Em geral, o sujeito não expresso da oração participial deve ser o mesmo da oração principal.
Quando uma expressão negativa ou restritiva abre a oração em inglês, o auxiliar vem antes do sujeito: Never have I seen..., Rarely do we hear..., Not only did he win.... Se a frase afirmativa não tiver auxiliar, usa-se do, does ou did. Essa ordem é enfática e aparece sobretudo na escrita formal, em discursos e em narrativas.
C1 (8)
O subjuntivo em inglês aparece sobretudo em três situações: usa a forma base do verbo depois de sugestões, exigências e avaliações de necessidade (I suggest that he go); usa were em hipóteses irreais (If I were you); e sobrevive em expressões fixas como Long live the King. Ao contrário do português, o inglês não tem um conjunto amplo de conjugações próprias do subjuntivo: muitas vezes, a forma só fica visível com he/she/it ou com o verbo be.
Estas expressões permitem indicar certeza, expectativa, finalidade, planos formais, preferência e conselhos fortes com mais precisão do que os verbos modais básicos. As estruturas principais são be bound to, be supposed to, be meant to, be to, would rather e had better; embora várias possam ser traduzidas por dever, ser para ou preferir, elas não são intercambiáveis em inglês.
Para apresentar uma informação sem identificar quem a afirma, o inglês usa sobretudo dois modelos: It is said that + oração e sujeito + is said + infinitivo com to. Assim, It is said that she lives abroad e She is said to live abroad transmitem praticamente a mesma informação. A forma do infinitivo indica se a situação é simultânea, anterior, contínua ou também passiva: to live, to be working, to have left, to have been destroyed.
Marcadores discursivos como nevertheless, moreover e consequently mostram ao leitor como uma ideia se relaciona com a anterior: contraste, acréscimo ou consequência. Muitos funcionam como advérbios e, ao contrário de uma conjunção como but, não unem sozinhos duas orações independentes; por isso, a pontuação é parte essencial do seu uso. Notwithstanding e albeit são casos diferentes, com construções próprias e um tom geralmente formal.
Em inglês, é comum omitir uma informação que já pode ser recuperada pelo contexto ou substituí-la por uma forma curta: I can swim, and so can Ana; I hope so; If not, call me. A escolha do auxiliar — be, have, do ou um verbo modal — deve conservar o tempo, a polaridade e o sentido da oração original. Essas estruturas evitam repetição e tornam a fala e a escrita mais naturais.
Uma oração nominal é uma oração inteira que ocupa o lugar normalmente reservado a um substantivo ou grupo nominal: pode ser sujeito, objeto ou complemento. Em inglês, são muito frequentes as estruturas com that, com palavras iniciadas por wh- e com whether/if: What she decided surprised us; I think (that) she is right; We do not know whether he agreed.
Em inglês, a linguagem de cautela permite apresentar uma afirmação sem tratá-la como certeza absoluta: The results suggest that... é mais prudente do que The results prove that.... Verbos como tend to, seem e appear, modais como may e might e expressões como somewhat ou to some extent indicam o grau de segurança, a extensão ou os limites de uma conclusão. Esse recurso é especialmente importante em textos acadêmicos, relatórios e debates, nos quais a força da frase deve corresponder à força das evidências.
Os phrasal verbs avançados deste grupo combinam um verbo com duas partículas, como put up with, come up with e get away with. Em geral, o complemento vem depois da combinação inteira — put up with the noise, e não put the noise up with — e é preciso aprender cada expressão como uma unidade de sentido. Em look forward to, to é uma preposição; por isso, usa-se um substantivo ou uma forma em -ing: I look forward to meeting you.
C2 (8)
No inglês literário, a escolha do tempo verbal não serve apenas para localizar um acontecimento no tempo: também controla a distância, o ritmo e o ponto de vista da narrativa. O presente histórico aproxima acontecimentos passados, o future perfect continuous mede a duração até um ponto futuro, e formas como thou, hath e doth assinalam uma voz antiga, bíblica ou deliberadamente teatral.
O inglês arcaico e o inglês jurídico não são a mesma coisa, embora muitas vezes apareçam juntos. Formas como thou e hath pertencem sobretudo a textos históricos, religiosos ou literários; já hereby, thereof, notwithstanding e shall continuam presentes em contratos, leis e comunicações muito formais. Para a maioria dos estudantes, a prioridade é reconhecer essas formas e convertê-las mentalmente em inglês atual e claro, não imitá-las na conversa cotidiana.
Não existe uma única gramática inglesa usada da mesma maneira em todos os lugares. Formas como have got, shall, the team are, ain't, y'all e innit podem indicar região, grupo social, grau de formalidade ou identidade; algumas pertencem ao inglês-padrão de certas regiões, enquanto outras são evitadas na escrita formal. No nível C2, o essencial é reconhecer essas diferenças, interpretá-las sem preconceito e escolher a forma adequada ao público e à situação.
Os recursos retóricos moldam como uma ideia produz efeito, não apenas o que ela significa literalmente. Em inglês, perguntas retóricas, litotes, hipérbole e atenuação alteram a força de uma afirmação; paralelismo, antítese e quiasmo organizam as palavras para criar ritmo, contraste e memorização. No nível C2, o objetivo é reconhecer a intenção, avaliar o tom e usar esses padrões sem parecer artificial.
A escrita formal em inglês não consiste em trocar todas as palavras comuns por palavras difíceis. Ela apresenta afirmações com precisão, deixa claro o grau de certeza, organiza o raciocínio e escolhe estruturas adequadas ao público e ao gênero textual. Voz passiva, linguagem de cautela, nominalização e abreviações latinas são recursos úteis, mas devem servir à clareza — não substituí-la.
Uma expressão idiomática é uma combinação relativamente fixa cujo sentido não se deduz apenas das palavras que a compõem. Para usar expressões como at sixes and sevens, have an axe to grind ou the ball is in your court com naturalidade, é preciso aprender ao mesmo tempo o significado, a construção gramatical, o registo e a intenção comunicativa. No nível C2, não basta compreender a ideia geral: importa perceber também se a expressão transmite crítica, humor, impaciência ou distanciamento.
Uma colocação é uma combinação de palavras que ocorre com especial frequência e soa natural para falantes proficientes: diz-se make a decision, heavy rain e draw a conclusion. Outra combinação até pode ser compreensível e gramatical, mas soar pouco idiomática — por exemplo, strong rain em vez de heavy rain. Para dominar as colocações, é mais eficaz aprender cada expressão como uma unidade do que escolher palavras isoladas por tradução.
Mudar de registro é adaptar o inglês à relação entre as pessoas, ao meio, ao assunto e ao objetivo da comunicação. Em vez de apenas trocar uma palavra formal por outra informal, é preciso ajustar em conjunto o vocabulário, a estrutura das frases, o grau de explicitação, a cortesia e o tom: We will commence proceedings pode virar We'll start now ou Let's kick things off, conforme a situação.